Top 10: o melhor do charme rústico

A soberania da madeira e das estruturas expostas

 

O modo mais fácil de deixar qualquer ambiente mais aconchegante é assumir o estilo rústico. Nele, um dos principais elementos, que aparece em abundância, é a madeira. Além disso, tecidos compõem as decorações desta temática. Seja no campo, na praia ou mesmo na cidade, o rústico sempre cabe bem. Embora poucos saibam, há diferentes modos de assumir a rusticidade. Não é preciso transformar seu lar urbano numa casa de fazenda. Para enchê-lo de ideias reunimos dez ambientes super bem decorados nesta matéria. Olhe, se inspire, se apaixone e adote. Com o rústico, não tem erro!

  (Foto: Filippo Bamberghi)

1. A boa medida da mistura

Pegue um projeto de Zanine Caldas. Adicione um punhado de tapetes marroquinos e pufes indianos. Acrescente bancos de Tiradentes e papéis de parede da Espanha. Para apimentar, uma pitada de quadros vindos diretamente da China. Polvilhe tudo com plantas escolhidas por Burle Marx e leve a mistura ao forno em uma vasilha untada com retratos de família no Peru, Bolívia ou deserto de Omã entre enfeites trazidos da Grécia e do México. Essa receita resulta na casa da chef carioca Zazá Piereck, dona do Zazá Bistrô
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  (Foto: Fernando Lombardi)

2. Decoração que conta história

A madeira é o carro-chefe desta casa. O piso foi feito com tábuas de demolição vindas do interior de Minas e o revestimento do telhado de taubilhas – telhas artesanais, fatiadas no machado, reaproveitando sobras de madeiras – foi recuperado na região. As portas e os portais, que eram de uma casa de fazenda, carregam o desgaste da pintura e da matéria impostos pelo tempo. Pela casa há muitos elementos resgatados ou reciclados. Aqui, a corrosão do tempo, o desgaste dos materiais, a ferrugem e a irregularidade do acabamento foram promovidos de defeitos a virtude.
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  (Foto: Sveinung Brathen)

3. Décor com dissonantes, com o blues

Uma temática que paira entre o industrial feminino e o rústico moderno dá o tom a este lar norueguês. A sala de jantar, por exemplo, está repleta de opostos complementares, ou mesmo, contrastes. Se a cozinha é prática, ela também é bela. Se é ampla, com o uso de acessórios charmosos, faz-se aconchegante. É evidente que o branco domina a cena, mas há pequenas tonalidades dissonantes em meio à composição que garantem no olhar do espectador uma tensão positiva, prendendo-lhe a atenção. É o caso das peças cor-de-rosa: a banqueta e o candelabro de cinco velas.
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  (Foto: reprodução)

4. Deixando tudo às vistas

O espírito da nossa época é o da reciclagem. Na onda da sustentabilidade disparada pelo esgotamento dos recursos do planeta, prega-se que precisamos reaproveitar o que já existe. Na reforma deste apartamento em Bilbao, na Espanha, Mikel Larrinaga empregou essa mentalidade. Ficaram à mostra as estruturas arquitetônicas originais do imóvel. Paredes com tijolos aparentes pintados de branco dialogam com as vigas horizontais também aparentes e pintadas no mesmo tom, que dão um toque rústico ao ambiente. O piso de carvalho recebeu uma demão de verniz fosco.
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  (Foto: Adolf Bereuter)

5. Levou 60 árvores

Na casa em Vorarlberg, Áustria, a madeira é a grande estrela da decoração. Sessenta árvores foram usadas para revestir o exterior e interior do lar, incluindo nesta conta a madeira empregada em portas e móveis. A estrutura de concreto, visível em alguns lados da cozinha, interrompe o tom claro da madeira, conferindo maior riqueza visual à composição. A configuração arquitetônica do ambiente remete aos típicos desenhos infantis, com base baixa e generoso telhado de duas águas. O décor é rústico, ainda que seja minimalista.
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  (Foto: Filippo Bamberghi)

6. O clima selvagem em casa

Na casa de Alex Atala, em São Paulo, a caça e a pesca são temas constantes, como nas flechas que compõem um candelabro de cristal ou em uma pele da zebra caçada na África que ancora cadeiras de Zanine Caldas e um sofá Chesterfield. Uma das principais fontes de inspiração de sua cozinha, a Amazônia se faz presente tanto na parede amarela azulejada do lavabo, com gravuras de tucanos e um imenso colar de penas vermelhas, quanto na entrada da casa, onde um tecido pintado à mão reproduz pinturas corporais dos caiapós.
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  (Foto: Filippo Bamberghi)

7. Aberta para o verde da mata

“Tenho verdadeira fixação por cabanas, faço-as há muito tempo. Elas se enquadram muito bem à natureza. Gosto da leveza da madeira, do sapé”, afirma Mónica Penaguião. Sua casa de praia, em Paraty, no litoral fluminense, segue o conceito open-space: sem divisórias entre sala e cozinha ou banheiro e quarto. Com amplas aberturas para o verde, a distância entre a arquitetura e a natureza é estreita. O projeto tem um quê de Indonésia ou das Filipinas com estilo mediterrâneo. No décor, Mónica compõe um mix discreto de design internacional, como as peças de Maarten Baas, e nacional, caso de Zanini de Zanine.
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  (Foto: divulgação)

8. A rusticidade da indústria

O fotógrafo Rob Brinson viveu por mais de 20 anos nesta construção dotada de 2 mil painéis de vidro. Trata-se de uma antiga sala de fundição de 600 m² do prédio. A abundância da luz natural tem enorme influência no trabalho do fotógrafo, como também na amplidão do loft. Já as vigas de ferro, o forro de madeira no teto, os tijolos aparentes e o generoso pé-direito reforçam o aspecto industrial da decoração. O mobiliário era composto por peças garimpadas em brechós e antiquários do mundo todo. Hoje o lugar é o Centro Cultural King Plow.
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  (Foto: Rogério Maranhão)

9. Bem à brasileira

A casa na Praia do Marahu, com 200 m² de área construída, foi erguida em oito meses e sem qualquer parte de alvenaria, com 13 tipos de madeira, uma das maiores riquezas paraenses. Entre as espécies, aparecem ipê e pau-roxo. Teve-se o cuidado de se utilizar ao máximo as madeiras de demolição, que pertenceram a antigas construções. As cores genuinamente nacionais aparecem em profusão nesta decoração em tom tropicalista, como deve ser em uma região equatorial. Pela casa ilustram algumas paredes pinturas de um artista local com motivos da flora e da fauna.
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  (Foto: Henny Van Belkom e Jean-Marc Wullschleger)

10. Renovação na fazenda

Este lar do século 19, no interior da Holanda , antes da reforma era rural em todos os sentidos da palavra. Hoje, o que era o estábulo virou as salas de estar, jantar, lazer e trabalho. Materiais sustentáveis e métodos tradicionais de construção entraram em ação. Muito da matéria-prima empregada era reciclada ou foi encontrada na própria fazenda. O design de interiores, assinado pelo Studio Viva Vida, mistura cores fortes, em móveis modernos, com peças vintage, tudo contra um pano de fundo rústico, ora em madeira, ora em tijolos.

 

Fonte: Casa Vogue

Espelhos ampliam ambientes

Conhecidos pelo recurso de aumentar a profundidade dos ambientes, os espelhos possuem diversas características que podem valorizar seu espaço tornando-o requintado. Mas fique atento às dicas dos profissionais para usar a peça com cuidado sem cometer excessos. Na imagem acima, o living decorado por Jóia Bergamo recebeu o espelho ao lado da lareira, na parede lateral, que permite um aumento de profundidade e não reflete diretamente, de forma frontal, a imagem das pessoas que circulam no ambiente.

O espelho no living acima, projetado por Priscilla e Daniella de Barros, foi colocado para emoldurar a parede e o próprio sofá. “Com o espelho na parede ganhamos profundidade sem comprometer a intimidade dos moradores”, afirma a arquiteta Daniella de Barros. A profissional gosta de utilizar essas peças em seus projetos, mas acredita que cuidados devem ser tomados. “Procuro evitar o espelho frontal porque ele cansa a vista dos moradores”. Outros Recursos podem ser utilizados para quebrar a incidência do reflexo, como apoiar objetos de decoração e iluminação, que dão resultados surpreendentes.

Beleza e versatilidade motivaram a escolha do espelho veneziano para esta sala de jantar, decorada pela designer de interiores Sandra Montero. “O espelho na decoração é símbolo de vaidade, tem a função de ampliar pequenos ambientes e pode ajudar também a duplicar elementos bonitos na ambientação dos espaços”, diz Montero.

Para ganhar profundidade com sofisticação, a arquiteta Patrícia Duarte escolheu colocar o espelho ao fundo da mesa de jantar. O mobiliário em tons escuros e sóbrios evidenciou a utilização da peça.

Nesse dormitório, Marcelo Sesso e Débora Dalanezi utilizaram um armário com portas de correr e espelho para ampliar o ambiente e também auxiliar nas trocas de roupas. “Um armário também sempre é um elemento muito grande em um ambiente, o espelho ajuda a disfarçá-lo”, afirma Dalanezi.

No canto da parede os profissionais colocaram um espelho com moldura. “Essa peça tem uma linguagem mais romântica e usamos para tornar o quarto mais o pessoal possível à moradora. Além disso, a adolescente precisava de um espelho na bancada para que a usasse de penteadeira”, completa Débora.

Na suíte do casal, as arquitetas Daniella e Priscilla de Barros optaram por colocar as portas dos armários espelhadas para serem funcionais e práticas no dia a dia. “Para não cometer exageros no reflexo pode-se colocar espelhos em algumas portas ou uma frase adesivada para tornar o mobiliário mais divertido, dependendo da proposta do ambiente”, afirma Daniella de Barros.

O espelho é um coringa que precisa ser muito bem pensado e usado estrategicamente. O excesso dele cria um ambiente “over” e muito cansativo. Além de sua utilidade direta (reflexo), ele pode deixar um ambiente mais sofisticado e amplo. Pode ser aplicado também para disfarçar um elemento no ambiente, por exemplo, um pilar, mas os profissionais pedem moderação. “ Jamais use um espelho de frente para outro , pois podem causar um efeito de fundo infinito, o que é muito desagradável para quem ficar entre os dois espelhos. Use-o realmente onde ele fizer a diferença”, completa Débora Dalanezi.

Fonte: uol.com.br