Terrários surgem como opção para quem quer ter um jardim dentro de casa

Um pedacinho do mundo na palma da mão – esta é a ideia dos terrários que permitem ter um mini jardim dentro de casa sem ter muito trabalho

 

 (Lidiane Piekarski/Divulgação)
 (Lidiane Piekarski/Divulgação)
Práticos, bonitos e facéis de fazer, os terrários são a reprodução de um pequeno ecossistema dentro de um recipiente de vidro. Por isso, sempre foram muito usados em aulas de ciências para ensinar sobre o ciclo da água e o crescimento das plantas. Hoje, são tendência na decoração, com versões sofisticadas, que podem ser usadas, por exemplo, como arranjo de centro de mesa ou como enfeite vertical de parede.

Lidiane Piekarski, técnica em paisagismo e dona do blog ABC das Suculentas, explica que o número de pessoas procurando terrários tem aumentado, mas que a maioria não quer ter muito trabalho com a manutenção, quer mais uma peça de decoração do que uma planta. “Esse mercado vai se expandir”, prevê.

 (Lidiane Piekarski/Divulgação)
A montagem desse minijardim é um convite à imaginação – podem-se usar pedras diversas e areia colorida, formando diferentes camadas sensoriais. A escolha das plantas também interfere na apresentação. Lidiane, por exemplo, é especialista nas chamadas suculentas, plantas de clima seco, e monta terrários mais abertos, com bastante areia, o que cria um clima desértico. Os mais tradicionais são mais úmidos, com espécies de bromélias, heras e musgos. Estes tendem a ser mais fechados, para criar o aspecto de floresta em miniatura.

A paisagista Rose Antonelli explica ainda que os terrários com plantas suculentas e outras espécies que têm maior capacidade de armazenamento são os ideiais para quem quer uma peça aberta. Já quem pretende usar plantas que demandam mais água deve optar por vidros com tampas ou vedar o terrário com papel filme, o que assegura a manutenção do microclima que se cria ali. Outra opção é escolher vidros mais afunilados, cuja forma permite um melhor retorno da água que se forma na paredes pela transpiração das plantas. Assim, as gotas voltam mais rápido ao “solo”.

Os formatos podem ser dos mais variados, atendendo o gosto e a necessidade de cada um, mas Rose alerta que, quanto menor o recipiente, mais difícil a manutenção. Na hora de escolher o pote, observar a dinâmica de crescimento do espécime é fundamental. “Deve-se conhecer a planta e imaginar qual seria o tamanho natural dela daí a um ano, para que não sofra por falta de espaço.” A espessura do vidro é outro aspecto importante — não pode ser muito frágil, para evitar rachaduras.

Os terrários se mostram como uma opção versátil, que é moldada de acordo com o gosto de cada um. Podem ser simples, sem elementos adicionais, apenas recriando um ecossistema; podem ser fechados, tendo assim um crescimento independente; ou abertos, permitindo intervenções. Existem os mais sofisticados, com cores e plantas diferentes, arrumados em vidros de modelagem ousada, e também os despojados, criados até mesmo em potes reutilizados. Viu? Não há motivo para não tentar montar um com a sua cara.

Cultive seu jardinzinho

 (Lidiane Piekarski/Divulgação)

Elementos

– Recipiente de vidro: formato e tamanho de sua escolha.
– Carvão ativado: ajuda na absorção de cheiros e evita o apodrecimento do terrário. Pode ser o mesmo usado em churrasqueiras, desde que seja moído.
– Substrato de terra: é mais leve que a terra comum, não se solidifica facilmente, permanecendo fofo para as raízes. Comprado em supermercados, já vem com a quantidade correta de adubo.
– Mudas e plantas: de livre escolha, desde que o tamanho e a expectativa de crescimento se adequem ao vaso escolhido.
– Pedras decorativas, areia e acessórios: são opcionais. Podem ser simples, como camadas de musgo, ou vermiculito, espécie de cortiça triturada, que ajuda também na manutenção da umidade do terrário. Areias coloridas, conchas e miniaturas também podem ser usadas.

Montagem

– A primeira camada é a de carvão. Em caso de vidros muito compridos, recomenda-se o uso de um cone de papel, evitando que a fuligem suje as paredes. Depois de colocar o carvão, faz-se uma pequena limpeza da fuligem que porventura tenha escapado.
– Em seguida, podem vir camadas de musgo, vermiculito ou areia decorativa, incrementando o terrário.
– O próximo passo é a adição do substrato e seu assentamento. Aqui, o cone de papel pode ser usado novamente, evitando que o vidro fique sujo.
– É o momento de adicionar as plantas. As espécies, que podem ser compradas ou retiradas de jardins, devem ser totalmente lavadas e estar livres de micro-organismos, que podem prejudicar o seu desenvolvimento. As raízes devem ser encobertas — a planta fica firme no solo.
– São introduzidos os elementos opcionais. Pequenas pedrinhas podem compor mais uma camada e as maiores podem ser colocadas nos locais de preferência. Muitos usam conchas e miniaturas. Em terrários mais úmidos, as pessoas costumam usar pequenas figuras de rãs e sapos. Quando a abertura do vidro é larga, são colocadas miniaturas de bancos, pessoas e outros elementos pitorescos.
– Por fim, regamos o terrário. A quantidade de água varia de acordo com o tamanho e o tipo de planta escolhida. Após um ou dois dias, se for o caso, o terrário pode ser vedado, criando o seu microclima. Em terrários abertos, deve-se ficar atento à reposição periódica de água. Em geral, devem viver em ambientes com muita luz, evitando a exposição direta ao sol, para que não ocorra um superaquecimento no microclima interno.
– A técnica em paisagismo Lidiane Piekarski monta terrários como este, aberto, colorido e rico em suculentas

 (Lidiane Piekarski/Divulgação)

 

Fonte: Correio Braziliense

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